Transporte de longas distâncias: como escolher as melhores embalagens?

Tempo de leitura: 4 minutos

Quem trabalha na indústria e no comércio sabe: uma embalagem pode significar o sucesso ou o fracasso de um produto. É ela, afinal, que o protege durante sua movimentação e possibilita seu manuseio até que chegue ao consumidor final, preferencialmente sem danos.

A embalagem compreende operações, materiais e equipamentos usados para acondicionar, proteger, conservar, transportar e armazenar o produto. Por isso, deve ter características que facilitem sua movimentação e estocagem para evitar avarias operacionais e perdas decorrentes da má operacionalidade e gestão.

Além de proteger o produto de avarias e facilitar a movimentação nas docas de carga e descarga, melhores embalagens reduzem o espaço ocupado no armazenamento. Isso é possível, pois há vários produtos num mesmo recipiente.

Um dos itens mais importantes a ser considerado é a exposição do produto: ela deve ser suficientemente atraente e informativa para chamar a atenção do consumidor e, ao mesmo tempo, atender às exigências dos órgãos reguladores.

Estoque e movimentação

É preciso ter em mente que o item será estocado e movimentado diversas vezes, principalmente quando tiver de percorrer longas distâncias. Por isso, as embalagens devem ser fáceis de manusear e em formato que permita o empacotamento de várias unidades, de forma a otimizar o trabalho e aumentar o lucro.

Aos olhos da logística, melhores embalagens são recipientes de proteção, agrupamento e facilitadores de transporte e armazenamento. Dependendo da aplicação, há diferentes níveis:

  • Primária: envolve diretamente o produto. É aquela que o cliente toca e que contém as informações sobre o item.

  • Secundária: protege a primária. São, geralmente, embalagens maiores que contêm diversas embalagens primárias e são usadas para armazenamento, transporte e manipulação manual.

  • Terciária: caixa de papelão, madeira ou plástico, muito usada no armazenamento, na movimentação manual e no transporte, pois agrupa um número maior de itens. É conhecida, também, como embalagem de transporte.

  • Quaternária: facilita o armazenamento e a movimentação ou até mesmo a transposição de um lugar a outro.

  • Quinto nível: contêiner ou embalagem especial usada para armazenamento ou transporte em longas distâncias. Comum no transporte internacional de cargas e também com extensor de estoque.

Exportação

Embalagens usadas para exportação devem cumprir as exigências do mercado internacional — há legislação específica de regulamentação. Conhecer essas regras é um passo importante para alcançar os resultados esperados.

É preciso planejar diferentes tipos de embalagem, principalmente a que chegará ao consumidor final e a de transporte. Lembre-se de que é outro país, com características e públicos diferentes. Veja, a seguir, as principais preocupações:

Padrões

Há requisitos legais e técnicos a serem observados, relacionados à proteção do produto, às condições logísticas, à venda e ao consumo, bem como especificidades ambientais e de saúde.

Além disso, para facilitar o entendimento, as informações devem estar na língua do país que receberá o produto.

Se o item for perecível, deve ter uma embalagem primária que sirva para proteger sua integridade até a chegada ao consumidor. Procure conhecer as regras culturais e específicas de cada país para atingir o objetivo e o público certos.

Certificação

Embalagens que usam recursos florestais (papel, papelão e madeira) como fonte primária devem ter a certificação do Forest Stewardship Council (FSC), do Programa Brasileiro de Certificação Florestal ou do Programme for the Endorsement Of Forest Certification (PEFC).

Unitização

Acessório com dimensões padronizadas para fazer o armazenamento e a movimentação de carga de forma mecanizada. Os tipos mais usados são pré-linhagem (amarração com alças ou cintas), paletização (base de madeira com suporte para amarrar) e conteinerização (com contêiner).

Rotulagem

Feita com base na declaração de origem brasileira e nome do industrial ou exportador. Para bebidas transportadas por via terrestre, fluvial ou marítima, o rótulo deve conter a expressão “For Export Only”.

Código de barras

É um instrumento importante para identificar o produto, pois proporciona rapidez na captação de dados, precisão nas informações e atualização em tempo hábil, melhor controle de estoque e agilidade no atendimento, bem como redução de custos e de erros.

O que achou dessas informações sobre as melhores embalagens para transporte de longas distâncias? Entre em contato conosco caso tenha dúvidas ou precise de orientação sobre o tema!