Embalagens para alimentos: como escolher o tipo mais adequado?

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Diante da grande variedade de embalagens para alimentos disponíveis hoje no mercado, saber qual delas é a mais adequada para determinado produto é um grande desafio dentro da indústria. São inúmeras opções de materiais e processos disponíveis, como plástico, vidro, alumínio, isopor, papel e tantos outros, cada um com suas vantagens e pontos fracos.

Obviamente, a escolha da embalagem adequada leva em consideração diversos fatores, como as texturas do alimento e sua umidade, a capacidade da embalagem de preservar a temperatura em seu interior e até mesmo o valor estético trazido pela embalagem, como ocorre com os recipientes de vidro dos azeites extra virgens ou determinadas marcas de cerveja, cuja cor da garrafa é diretamente associada ao produto.

Confira em nosso texto de hoje como escolher as melhores embalagens para alimentos!

Embalagens de vidro

O vidro é um dos materiais mais antigos em uso para embalar alimentos. Além de acrescentar um elevado valor estético ao produto, podendo, muitas vezes, ser levada à mesa, a embalagem de vidro se destaca por ser inteiramente reciclável.

Devido à sua grande resistência e à sua durabilidade, é comum que garrafas e frascos de vidro sejam reutilizados como elementos de artesanato para decoração de diversos ambientes.

Em termos de adequabilidade, o vidro é um material bastante inerte, o que o torna ideal para armazenar praticamente quaisquer substâncias: desde água até alimentos mais ácidos, como molho de tomate e conservas em geral.

Por serem completamente impermeáveis, as embalagens de vidro apresentam grande capacidade de conservação: desde que esteja bem vedado, odores e umidade do ambiente externo não conseguem entrar no recipiente.

No entanto, recomenda-se o uso de embalagens de vidro escuro para armazenagem de líquidos sensíveis à luz, como azeites, cervejas e vinhos. Embalagens de vidro transparente, por sua vez, são interessantes por permitirem que o cliente visualize o produto antes da compra, podendo avaliar seu aspecto geral.

Um ponto negativo do uso de vidro, entretanto, é o fato de que, se não tratadas adequadamente, as embalagens podem ser bastante sensíveis a impactos e choques.

Alumínio e aço

Alumínio e aço são os dois metais mais comumente utilizados na indústria de alimentos. Muito leves e duráveis, embalagens para alimentos feitas de aço ou alumínio se destacam pela praticidade do transporte e pela durabilidade nas prateleiras. Além disso, ambas são completamente recicláveis, agregando um componente ambiental que é muito valorizado no mercado.

Porém, apesar de semelhantes a olho nu, os dois materiais apresentam características distintas que tornam cada um mais adequado a determinado uso. Entenda as diferenças:

  • Embalagem de alumínio: bastante utilizada para embalar bebidas carbonatadas, como refrigerantes e cervejas, esse tipo de embalagem oferece uma proteção adequada a alimentos não tão sensíveis. Por isso, também é indicada para conservas em geral.

  • Embalagem de aço: por ser um material que proporciona maior proteção e isolamento do meio externo, o aço é bastante recomendado para embalar conservas mais duradouras, como vegetais e sucos concentrados, que ficarão mais tempo expostas nas prateleiras. Sua capacidade de proteção é equivalente àquela das embalagens de vidro, com a vantagem de que o aço forma uma barreira natural contra a luz.

Entretanto, ao utilizar embalagens metálicas, é preciso tomar cuidado de não expô-las a impactos: apesar de resistentes, latas metálicas podem sofrer pequenas fissuras, que constituem pontos de entrada para microrganismos nocivos à saúde.

Embalagens plásticas

Embalagens plásticas têm sido as favoritas da indústria de alimentos já há alguns anos. Extremamente leve e versátil, o plástico pode facilmente ser moldado para adotar diferentes formatos, podendo, inclusive, apresentar formatos característicos que reforçam a identidade da marca em questão.

Outro ponto interessante a favor do uso de materiais plásticos é que eles podem adotar densidades maiores ou menores, bem como serem mais ou menos maleáveis. 

Embalagens plásticas podem substituir as de vidro ou mesmo de aço em praticamente qualquer situação, com a única desvantagem de apresentarem prazo de validade mais curto e serem mais porosas aos odores e à umidade do meio externo.

Se a embalagem tem como objetivo reforçar o posicionamento da marca diante dos clientes, o plástico é talvez o material mais recomendado, por permitir um grande número de personalizações: desde a rigidez e o formato até a cor e a textura, embalagens de plástico podem adotar praticamente quaisquer características desejadas.

Plásticos também podem ser moldados como sachês, um tipo de embalagem pequena e prática para porções individuais de molhos ou acompanhamentos de salada, por exemplo.

Embalagens de isopor

Embora não sejam tão comuns para alimentos de prateleira, as embalagens de isopor são amplamente utilizadas na indústria, sobretudo para armazenamento e transporte de alimentos frescos, como pescados, devido sua grande capacidade de isolamento térmico.

Por ser composto quase que completamente de ar, o isopor é uma alternativa leve e prática, que não apresenta danos por quedas ou durante o transporte. Sua composição molecular também torna o isopor completamente impermeável e resistente à ação de bactérias microrganismos.

Papelão e Tetra-Pak nas embalagens para alimentos

Embalagens de papelão são simples e baratas de produzir, recomendadas para alimentos secos, como ovos, biscoitos, farinhas e macarrão, ou mesmo grãos crus, que não demandam um esforço grande de preservação.

No entanto, esse material deve ser mantido longe de umidade, que pode trazer mofo e destruir facilmente a integridade estrutural da embalagem. Outro aspecto negativo do uso do papelão é a dificuldade em encontrar postos de reciclagem que aceitem o material.

Outro tipo de embalagem que leva o papelão entre seus componentes é a Tetra-Pak. Trata-se de uma composição com várias camadas intercaladas de papelão, alumínio e plástico, o que garante resistência, durabilidade e proteção contra impurezas externas. São as embalagens dos leites longa vida, recomendadas também para molhos de tomate, purês ou conservas.

Embalagens tipo Tetra-Pak apresentam excelente durabilidade e capacidade de isolamento, sendo amplamente utilizadas para produtos vendidos ao cliente final. Um dos aspectos negativos do uso desse tipo de embalagem é que, por ser composta de várias camadas de diferentes materiais, não se pode reciclá-la.

Agora que você conhece os principais tipos de embalagens para alimentos e quais delas são mais recomendadas para cada uso, aproveite e dê uma olhada no material que preparamos sobre a importância de escolher a embalagem correta para seu produto!