Entenda o que a ANVISA determina que os rótulos de alimentos não contenham

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Muitas vezes as empresas cometem erros na hora de criar rótulos de alimentos, seja por desconhecimento ou descuido. Além de se preocupar em elaborar um produto que atraia o público visualmente, são muitos os elementos obrigatórios que todo rótulo deve apresentar.

Mas e aqueles que não podem estar presentes? Além de obrigar a inclusão de várias informações, a ANVISA também determina que muitos itens não podem ser incluídos na hora da rotulagem. Você sabia disso? Então, nós iremos te ajudar a entender o que deve ser evitado na hora de criar rótulos de alimentos:

Indicação de origem que apenas remeta a um país estrangeiro

Muitos produtos têm em seus nomes uma alusão ao país onde eles foram criados ou popularizados, como é o caso do pão francês ou do amendoim japonês. Mesmo que este seja o caso do seu produto, é proibido esse tipo de indicação direta no rótulo, pois ele pode confundir o consumidor quanto à procedência da mercadoria.

Caso seja importante usar esta indicação, é preciso usar a palavra “Tipo” na frente, como, por exemplo, Amendoim Tipo Japonês.

Indicação de substituição que não seja equivalente

“Comer este chocolate equivale a beber um copo de leite”. Declarações como esta são proibidas em rótulos de alimentos, caso a composição nutricional dos dois produtos seja diferente. Este tipo de indicação pode acabar induzindo o consumidor a fazer uma substituição errada sem que ele se dê conta.

Destaque a um ingrediente que não seja exclusivo da sua marca

Todo leite tem cálcio e nenhuma manteiga contém glúten. Indicar a ausência ou presença de um ingrediente comum a todas as mercadorias similares é proibido. A percepção errônea dessa exclusividade pode gerar uma vantagem desleal ao seu produto, já que todos os seus concorrentes também possuem esta vantagem.

Indicação de qualidades medicinais e/ou terapêuticas

Por mais que seu produto comprovadamente ofereça benefícios à saúde, é proibido fazer este tipo de declaração no rótulo de um alimento. Informações desta natureza podem incentivar o consumidor a trocar o aconselhamento médico pelo consumo da sua mercadoria.

Uso de fontes para texto e valores numéricos inferiores a 1 milímetro

Esta é uma restrição que muitas empresas descumprem por desconhecimento ou por não acharem tão grave, mas é essencial estar atento. Exceto na indicação de conteúdos líquidos, a resolução RDC nº259 da ANVISA determina que as informações textuais na rotulagem de alimentos não devem ser menores do que 1 milímetro.

Esta imposição foi feita para que todo o texto seja legível para o consumidor e não haja risco de interpretação equivocada de informações imprescindíveis, como a composição nutricional e a data de validade.

Agora que você conhece mais sobre o que rótulos de alimentos não podem conter, exija de seu fornecedor que todas as normas sejam cumpridas. Mais do que chamar a atenção na gôndola, você sabe como é essencial que a sua empresa seja ética e trate seu consumidor com respeito.

E se você quer saber mais sobre o que pode e o que não pode na hora de rotular alimentos, conheça mais sobre a norma de rotulação de alergênicos em alimentos!